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09/05/2009 - O Jornal Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

OJB - Cheques e cédulas falsas caem no comércio brasileiro

Por: Carlos Moraes


BOSTON - Um série de golpes assolou o comércio brasileiro nos últimos dois meses. Estelionatários passaram cheques roubados e de contas encerradas em casas de transferência de dinheiro para o Brasil e em quatro lojas bandidos despejaram notas falsas de $ 50 e $ 10. Numa loja da rede Global Money Transfer, uma dupla conseguiu passar dois cheques de supostos pagamentos de salários de uma empresa fantasma e remeter o dinheiro para Minas Gerais e Santa Catarina.

Poucos dias depois de aplicarem o golpe, os mesmo bandidos foram a outra loja da Global tentando repetir a façanha. Mas cientes do crime, funcionárias da loja da empresa em Everett ligaram para o dono da franquia, Eliseu Resende, que acionou a polícia.

"Mas os agentes não podem fazer nada se não houver flagrante", disse o empresário ao OJB.
Resende tentou atrair os bandidos até a loja ligando para um número de telefone celular conseguido junto aos receptores da remessa no Brasil. Horas mais tarde, um dos bandidos ligou para a loja reclamando que o dinheiro ainda não havia chegado a seu destino final.

A polícia de Everett registrou o caso (9012743) e investiga a participação dos brasileiros Antônio Magalhães, 28, e Acir Vieira Siqueira, 55. Os dois deixaram cópias de seus passaportes nas lojas e um comprovante de residência (85 Morris Street, Everett).

Os dois cheques nos valores de $ 748 foram mandados em duas ordens de pagamento para o Brasil. Metade foi sacado em Criciúma e outra metade em Goiás. Investigadores da Global localizaram os telefones e endereços dos receptores no Brasil que aparentemente não sabiam que o dinheiro sacado tinha origem criminosa. Os benefiários nas ordens de pagamento forneceram os telefones de contato dos dois brasileiros que enviaram as remessas.

"Depois que conseguimos falar com a família um dos golpistas ligou dizendo que nos devolveria o dinheiro", conta Resende.

Os cheques eram da empresa Manny Construction e Francis Construction. Nos dois documentos o endereço das empresas consta como 40 Ward Street, Salem. Mas no local as construtoras têm apenas a caixa postal número 751.
Os dois cheques foram assinados pela mesma pessoa com o nome de Armstrong Moraes Pereira. Peritos da Global avaliaram as letras escritas no cheque e a assinatura no passaporte e acreditam que os cheques tenham sido assinados por Acir Siqueira.

Diversas delegacias de Massachusetts já estão monopolizadas para prender estelionatários que se passam por trabalhadores vítimas de patrões desonestos. Os bandidos preenchem cheques e usam documentos legais para efetuar a troca.
As quadrilhas de vendas de cheques se organizaram e mantêm endereços fictícios de escritórios, geralmente caixas postais, e usam telefones celulares pre-pagos para confirmar a emissão dos documentos. Elas cobram de $ 50 a 100 por folhas de cheques.

Além dos cheques derramados nas lojas de remessas, cédulas falsas foram passadas no comércio. Em Medford, no Açougue Brasil (217 Middlesex Avenue), duas notas recebidas estão expostas na principal prateleira da loja. Na cédula de $ 50 os lojistas escreveram a frase 'sou falsa' e na de $ 10 'eu também'.
A falsificação é de grande qualidade e na velocidade que as lojas funcionam acabam sendo facilitados o seu trânsito.
Para o especialista em fraudes Arnaldo Ferreira dos Santos, o sucesso dos estelionatários em mais de 80% dos golpes aplicados no comércio brasileiro é explicado, não pela habilidade do falsário, mas sim pelo excesso de rapidez na identificação do cliente, e pelo despreparo, desatenção e a confiança demasiada dos funcionários.

Segundo ele, com medo de perder o cliente ou não criar constrangimentos, o comércio relaxa no processo de identificação.

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