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06/05/2009 - Diário do Pará Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Carteiro envolvido em fraude milionária é preso


Após vinte dias de intensas investigações, policiais da Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe) prenderam, por volta das 7h de ontem, o funcionário dos Correios, Mauro Cezar Pinto, 39 anos. Ele é apontado pela polícia como integrante da quadrilha que aplicava golpes com cartões de crédito, cuja grande parte dos integrantes foi presa no dia 14 de abril.

Constava contra ele um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça, solicitado pelo delegado Rogério Moraes, diretor da Dioe. Segundo informações do delegado, Mauro é acusado de desviar os cartões que chegam aos Correios e entregar ao bando em troca de dinheiro, o que caracteriza crime de peculato (crime praticado por funcionário público).

Ontem, ele foi detido quando saía de sua casa, no bairro do Tapanã, para trabalhar e estava com dois cartões de crédito em sua bolsa. Para a polícia, ele iria vendê-los à quadrilha e esta não era a primeira ação do acusado.

Mauro desmente as informações da polícia e diz que não possui “esquemas” e que não conhece nenhum dos integrantes da quadrilha presos há três semanas. Ele alega que devido a sérias dificuldades financeiras, resolveu pegar os cartões e iria usá-los por conta própria, porém, diz que se arrependeu e não chegou a desbloqueá-los, mas esqueceu de devolvê-los.

Junto com o carteiro foi detida uma mulher de prenome Sheila. Ela é apontada como responsável por conseguir dados de clientes e informar à quadrilha para solicitação de desbloqueio dos cartões. Para não prejudicar a continuidade das investigações, a mulher não teve a identidade revelada pela polícia.

Segundo o carteiro, em troca de R$ 50,00, Sheila conseguiria dados pela internet para que ele desbloqueasse o cartão de crédito. Mauro não quis entrar em detalhes e revelar como as informações contendo dados de clientes são repassadas.

Para Moraes, é concreta a participação do carteiro no golpe. “Ele não só está repassando, como praticando o golpe pegando cartões e usando em benefício próprio”. Para a polícia, os golpes aplicados pela quadrilha ultrapassam a do uso de cartões. Moraes investiga a participação do bando em um esquema de falsificação de documentos de identidade, cuja origem ainda é desconhecida.

DEPOIMENTO

Em depoimento, Mauro negou participação com o bando e informou que resolveu aplicar um golpe por conta própria, depois de ouvir falar. Ele diz que como trabalha com correspondências, escolheu aleatoriamente os cartões e resolveu pegá-los. Com informações de que uma vizinha (Sheila) realizava alguns ‘esquemas’ para conhecidos, resolveu procurá-la e pedir ajuda.

Mauro diz que trabalha há sete anos nos Correios e que nunca teve problemas. Porém, alega que o salário, estimado em R$ 900,00, não é suficiente para manter suas despesas em casa e com dois filhos pequenos. “Estou devendo mais de R$ 4 mil e não sabia o que fazer. Com a informação que tive, resolvi pegar um cartão e usar para beneficiar a minha família fazendo algumas compras”.

>> Golpe pode ter chegado a R$ 9 milhões

Cinco integrantes da quadrilha foram presos no dia 14 de abril depois de seis meses de investigações durante a operação “Malote Premiado”. São eles: Gerson Rodrigues, Bruno Guimarães, Márcio Coelho Martins, Augusto Silva Sarmento e Willame da Cruz Leite, este último, apontado como chefe da quadrilha e por envolvimento com o megatraficante “Dote, que está foragido, após ser libertado pela Justiça”.

Na residência dele, no conjunto Valparaíso, em Ananindeua, os policiais apreenderam uma pistola 765, cartões de crédito, documentos falsos e caixas com uísques e aparelhos de ar condicionado, além de notas fiscais de vários produtos. Segundo o delegado, a quadrilha agia há muito tempo e aplicou golpes contra financeiras de cartões de crédito estimados em mais de R$ 9 milhões de reais, principalmente contra a operadora da Itaúcard.

Os golpes consistiam em compra com cartões de crédito de várias bandeiras e agências bancárias, antes de serem entregues aos clientes em suas residências. Em posse dos cartões e dados dos clientes, os bandidos falsificavam documentos de identidade em nome do dono do cartão e realizavam compras em lojas, shoppings e vários estabelecimentos comerciais.

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