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06/05/2009 - clicabrasilia.com.br Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Quando a vítima é suspeita

Por: Carlos Carone

Ladrões e donos de carros simulam roubo para receber seguro, diz polícia.

O crime ocorre nas ruas escuras ou em estacionamentos em plena luz do dia. Não importa o local e muito menos a hora. Diariamente, uma média de 33 carros são furtados ou roubados no Distrito Federal. Ao todo, 65% deles são recuperados pelas polícias Civil e Militar. Estatísticas da Polícia Civil apontam que, de cada dez motoristas que se tornam vítimas dos ladrões, sete conseguem ter o carro recuperado. No entanto, pelo menos um dos outros três veículos que simplesmente desaparecem acaba sendo alvo de quadrilhas especializadas em simular o furto ou o roubo de carros que possuem seguro. Quase sempre, elas contam com a cumplicidade do proprietário.

Antes em lados opostos, donos de veículos visados por quadrilhas e ladrões que faturam com o roubo de automóveis se uniram com um único objetivo: arrancar dinheiro das seguradoras. A modalidade do crime, que envolve estelionato – caso em que a pena varia de um a cinco anos de prisão – é investigado por departamentos de polícia nas maiores cidades do Brasil, inclusive no DF.

De acordo com informações da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV), a prática desse tipo de crime cresce de forma assustadora e preocupa as autoridades. "Todos os dias, pelo menos um carro é alvo desse tipo de crime no DF. Ele (o veículo) simplesmente desaparece", afirmou o delegado-chefe da DRFV, Moisés Martins.

Destinos

Segundo as investigações, os carros que têm o furto ou o roubo facilitado em algum ponto do DF costumam ter dois destinos. O primeiro é rápido e rende dinheiro de forma quase que instantânea. "Parte desses veículos passam por desmanches e tem suas peças vendidas separadamente. Apenas depois o dono notifica o furto ou o roubo do carro", explicou o delegado. Boa parte dos automóveis que são desmanchados acabam tendo suas peças expostas e comercializadas no Setor de Oficinas H Norte, em Taguatinga.

Ontem, a reportagem do Jornal de Brasília percorreu o setor e presenciou a venda de peças em bom estado, como para-choques, tetos e carenagens, que visivelmente foram cortadas dos chassis de veículos de passeio. Na maioria dos casos, as peças não tinham qualquer tipo de identificação de procedência. Comerciantes e funcionários das lojas possuem uma espécie de pacto de silêncio e ninguém comenta de onde vieram as peças dos veículos.

Ainda de acordo com a DRFV, a outra parte dos carros, que são alvos de encenações de roubos e furtos, percorrem um caminho bem mais longo. Os automóveis acabam sendo levados por estradas vicinais até o Sul do Brasil e logo cruzam as fronteiras com o Paraguai.

Paraguai

No país vizinho, os veículos são vendidos e circulam mesmo sem placas ou simplesmente também acabam sendo alvo de desmanche. "Em cidades como Pedro Juan Caballero não existe qualquer tipo de fiscalização de trânsito e os carros são vendidos para moradores locais que passam a circular sem o menor problema", disse o delegado Moisés Martins.

Os motivos que provocam o crime são muitos. Donos de carros com um número de multas superior ao valor do veículo, a desvalorização do valor de mercado do carro ou simplesmente a necessidade de fazer dinheiro rápido acabam motivando os proprietários a praticar o crime.

Quando não contam com a ajuda de ladrões, os donos dos automóveis simplesmente o abandonam em locais afastados para facilitar o furto. "O grande problema é que a polícia esbarra na falta de provas que materialize o crime. Às vezes, temos a impressão que o furto pode ter sido facilitado, mas faltam elementos para indiciar o proprietário por tentar lesar a seguradora", assinalou o delegado.

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