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06/05/2009 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Descoberto manuscrito que expôs o pioneiro dos golpistas


NOVA YORK - Em 1920, William H. McMasters, um dos principais relações públicas de Boston, estava em uma sinuca. Um novo cliente, um fascinante imigrante italiano chamado Charles Ponzi, estava ganhando milhões com a promessa de pagar a investidores juros de 50% em 45 dias. "Se ele for tudo o que diz, seria um cliente incomparável", escreveu McMasters em um manuscrito recém-encontrado e nunca publicado. Mas, refletiu, "se ele for um pilantra ou um louco, tenho de fazer com que ele pare de pegar dinheiro dos outros".

McMasters decidiu que Ponzi era uma fraude e escreveu um artigo, publicado no jornal "The Boston Post". Ele declarava que Ponzi estava insolvente e usava os novos depósitos para pagar os primeiros investidores, o que foi fundamental para desmascará-lo como o maior golpista da História - até surgir Bernard Madoff. Mr. McMasters estava convencido de seus préstimos a Humanidade: "Não acredito que haverá outro Charles Ponzi no mundo financeiro", escreveu.

Agora essa narrativa vem à tona. "A história de Ponzi", 206 páginas datilografadas, terminada em 1962, seis anos antes da morte, aos 94 anos, de McMasters, faz parte de um arquivo adquirido há um ano pela Faculdade de Justiça Criminal John Jay. A coleção, comprada por US$ 22 mil de um antiquário, inclui "Impostores famosos", de Bram Stoker, o autor de "Drácula", e a autobiografia de Ponzi.

McMasters conta que, após ter-se dado conta da fraude de Ponzi, decidiu escrever um artigo, vendido ao "Boston Post" por US$ 5 mil e publicado em 2 de agosto de 1920 na primeira página, com o título "Declara-se que Ponzi está agora completamente insolvente". Uma semana depois, o jornal descobriu que Ponzi já estivera preso em Montreal.

O jornal ganhou um prêmio Pulitzer pela história, mas nem citou o nome de McMasters. No manuscrito, ele lembra que "quase implorou" para que o artigo fosse publicado. E diz que o "Boston Post", "em sua autolouvação, não poderia dar crédito a alguém fora de sua equipe". Ponzi ficou conhecido como o criador do esquema de pirâmide.

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