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01/12/2006 - Última Hora News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Quando a kaiser não desce redondo porque é de papel

Por: Eduardo Carvalho


Houve tempo em que a sonegação de bebidas alcoólicas era uma forma comum dos “grandes distribuidores” no sentido de lograr o fisco. Muitos desses “distribuidores” se valiam de remédios jurídicos tais quais as liminares, ou até mesmo, isenções fiscais de cunho meramente administrativo, substituía-se os tributos e encargos para a retirada de produtos do interior das fábricas sem a devida retenção do ICMS, com isso grande parte dos tributos deixavam de ser recolhidos e o fruto disso tomava rumo ignorado.

Com o passar dos tempos houve a evolução normal dos organismos públicos entre os quais o fisco federal que procurava meios de conter essa prática abusiva de sonegação. Mas a indústria da fraude não para e uma “solução” foi inventada, surgiu daí a figura de “intermediários” que passaram a ser configurados como “cotistas” das revendedoras, assim o inventor do golpe poderia agir com folga sobre o leão, que se transformara em um gatinho indefeso. Em primórdios nostálgicos, as indústrias “ajudavam” a União e conjuntamente aos Estados a combater ferozmente o esquema. Só que como em um conto de fadas, de cinco anos para cá foram as indústrias que se transformaram em vilãs e passaram elas a “comandar” a sonegação. Corrompendo altos funcionários das Secretarias de Fazendas Estaduais, e conseqüentemente enlouquecendo auditores federais com a ousadia e a cada vez maior criatividade de aplicação de golpes. Nascem as “empresas de fachada”, que foram nominadas no submundo da sonegação com um apelido que homenageia nossa fauna: PAPAGAIAS.

Seus “empreendedores” são fictícios, mas recebem a nomenclatura de sócios, seus documentos esquentados, porém pertencem a pessoas vivinhas da silva. Seus locais de distribuição são totalmente enviáveis e fora dos padrões exigidos, essas empresas tem como missão profícua: aplicar golpes milionários. Aqui no MS nossos “criativos” empresários incluíram a modalidade golpística um novo padrão e conceito que deixa muito estelionatário de outros estados de olhos esbugalhados e por que não dizer procurando apreender o “know-how” utilizado na seqüência de golpes contra o erário público. De tão criativos que foram criaram em perfeitas condições um clone da não menos famosa “vaca papel” que convenhamos deixou muita gente rica aqui no Estado. Dessa “criação” inédita os cofres públicos foram saqueados nada mais nada menos do que em 1 bilhão de reais, isso por baixo. A sangria nos cofres, federais, estaduais e municipais deixou gente cada vez mais rica. Muitos desses “empresários” ficaram ricos da noite para o dia, aumentando sobremaneira a seleta classe de novos endinheirados e que se embasbacam com compras em shoppings e saem distribuindo benesses para passar a fazer parte do “Rigth society”.

Depois do enorme alarido feito, escondem-se a espreita de passar o tempo e assim sendo poderem gastar e não serem molestados pela Polícia Federal e Receita. Nutrem esses homens de negócios que a justiça será levada no banho Maria e o tempo aplacará a sede de tais órgãos em pegá-los para um severo acerto de contas.

Recebemos farto material a respeito dessa formula mágica de sonegação e vamos publicá-los na integra, alguns desses laranjas já foram localizados pela nossa reportagem mais não querem falar nada, dizem que o silêncio mostrará suas inocências, coisa que duvidamos.
Justamente essa meia dúzia de laranjas bichadas é que apesar de serem humildes, pelos padrões de residências em que habitam, nunca poderiam movimentar cerca de cem milhões de reais em suas contas correntes. Quantia inimaginável para quem sequer tinha o que comer em períodos não muito distantes são humildes operários que em suas dificuldades pecuniárias não tem com quem contar.

Os verdadeiros culpados nessa trama sórdida transitam com liberdade em altas rodas sociais, respeitados profissionais que a sociedade venera, só que cometem um pecado grave: - acham que o braço da Lei nunca os alcançará, pois se sentem acima da lei e da ordem constituída. Comentam até que Polícia Federal e Justiça Federal não tem cacife para sequer indiciá-los. Só que não contavam que agora acharam quem os denuncie e os leve para as barras dos tribunais.

Temos em mente um propósito, mesmo que tudo termine apenas nessas matérias que por ora escrevemos, iremos levar ao conhecimento público essa trama sórdida, nossos leitores saberão diferenciar o joio do trigo. A lentidão da Justiça será enfim superada pela agilidade da leitura, seja ela imprensa ou pela mídia eletrônica que supera barreira e obstáculos. Corruptos e corruptores tenham um a certeza em mente, essa será apenas a primeira de uma série de reportagens que ainda estão por vir.

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