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03/05/2009 - Portal Terra Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Roubos na internet são omitidos por vítimas, dizem autoridades


A polícia de São Paulo prendeu na quarta-feira quatro jovens com idades entre 18 e 21 anos, suspeitos de integrar uma quadrilha que usa programas espiões para invadir computadores, obter dados sigilosos e usar dinheiro em operações ilegais. Um crime que lesa o patrimônio e prospera na internet com a ajuda das próprias vítimas. Segundo autoridades ligadas ao assunto, quem é lesado omite os crimes e registra ocorrência apenas quando é obrigado, o que prejudica a investigação e a repressão.

As fraudes pela internet costumam utilizar e-mails mal-intencionados para instalar programas espiões (trojans), uma conhecida prática batizada de phishing. Quando o usuário tenta acessar a página do banco, o programa espião, uma espécie de vírus, gera uma página falsa, onde a vítima digita os dados. De posse da senha, os golpistas podem acessar a conta e realizar operações no lugar do titular da conta, podendo fazer compras e transferências.

Polícia é último recurso

Segundo o promotor de Justiça e professor de Tutela Punitiva da Sociedade da Informação, Augusto Eduardo Rossini, quem tem seu dinheiro roubado online só procura a polícia quando não consegue entrar em um acordo com o banco. "As instituições financeiras não comunicam por receio da publicidade negativa e as vítimas só procuram o poder público para formalizar o fato como última alternativa", afirma Rossini.

Sem usar armas, os criminosos são capazes de obter grandes somas. O titular da Delegacia de Meios Eletrônicos do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), José Mariano de Araújo Filho, reconhece que há omissão das vítimas em informar o crime. "O usuário roubado tem mais interesse em restituir seu prejuízo e registra o caso apenas quando o banco o obriga", diz.

Ainda de acordo com o policial, os suspeitos dos crimes contra o patrimônio têm conhecimentos avançados em tecnologias de programação, como os programas Visual Basic e Flash, utilizados na construção das páginas falsas. "Tranqüilamente, conseguiriam trabalho em empresas de software, mas acabam no crime", diz o delegado.

Rossini afirma que os bancos acabam cumprindo um papel que é do Estado. "Os crimes patrimoniais pela internet acabam sendo investigados e combatidos pelas próprias instituições financeiras, que tentam se proteger, e preferem arcar com o prejuízo não apenas para manter o cliente, mas para evitar a divulgação das eventuais falhas de segurança em seus sistemas", declara Rossini. Ele lamenta também a falta de uma legislação específica no País que puna autores de crimes na internet.

Procurada, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) afirmou que sempre colabora com os órgãos responsáveis pelo combate aos crimes cibernéticos. Disse também que no ano de 2005 (levantamento mais recente), os bancos perderam R$ 300 milhões com este tipo de delito, que somou mais de 300 mil ocorrências. Araújo Filho confirmou à reportagem o trabalho de colaboração com a Febraban. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que não tem nenhum levantamento sobre crimes de internet.

Confira as recomendações da Febraban:

* Não revelar senhas e trocá-las periodicamente

* Não fornecer dados pessoais

* Manter anti-vírus e firewall atualizados

* Não abrir e-mails suspeitos

* Não executar arquivos de origem desconhecida

* Informar imediatamente a agência quando verificar saque indevido de sua conta.

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