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03/05/2009 - Hoje Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Internet soma 29% das transações bancárias

Por: Marjorie Avelar


Sem tempo e paciência para enfrentar filas nas agências bancárias, o publicitário Rafael Araújo Vilarinho, de 31 anos, paga todas as contas do mês pela internet. Cliente de três bancos – Banco do Brasil, Bradesco e Itaú –, ele sempre observa e segue todas as orientações, peculiares conforme a instituição, para evitar fraudes. “Pago conta de energia, telefone e até boletos bancários com valores mais altos pela internet, desde 2001. Além da comodidade, ainda tenho flexibilidade de horário, já que as agências fecham às 16 horas”, salientou.

Vilarinho não tem medo de fraudes, porque confia na segurança dos serviços oferecidos. “Nunca tive problemas. Meu pai e minha sogra têm receio de pagar contas pela internet, no entanto, ambos já foram vítimas de fraudes em caixas eletrônicos. Estes, aparentemente, deveriam ser mais seguros”, ressaltou.

O publicitário faz parte de um grupo de clientes brasileiros que preferem usar a web para a realização de operações bancárias. De acordo com pesquisa anual sobre meios de pagamentos, divulgada nesta semana pelo Banco Central, em cada dez operações, três são realizadas pela internet – o que equivale a 29,4% de todos os atendimentos feitos pelos bancos no País (2% a mais que 2007), totalizando 7,2 bilhões de transações em 2008. O resultado se aproxima das operações realizadas em caixas eletrônicos – 7,9 milhões.

Ao contrário de Rafael Vilarinho, a estudante Ana Maria de Souza Lima, 23, teve uma experiência desagradável, após efetuar um pagamento pela web, há dois anos, do computador do trabalho. Cliente do Banco do Brasil, naquela época não existia o cadastramento da máquina, atualmente obrigatório pela instituição. “Logo que entrei na página principal e informei minha agência e conta corrente, ‘pediram’ para digitar a senha do cliente, sem ser a da internet. Não observei que a tela estava congelada. Pensei que fosse alguma mudança e acabei digitando essa informação”, contou.

No dia seguinte, ela tentou pagar o almoço com cartão de débito, mas não foi aceito. “Na hora pensei que fosse problema com o cartão”, disse. À tarde, ela se assustou ao receber uma ligação da área de fraude do BB. “Levaram 290 reais do meu cheque especial. Perguntaram se eu estava em São Paulo, pois a retirada do dinheiro tinha sido feita daquele Estado, por meio de um celular”, lembra. Ana Maria ficou com receio de usar a web. Mesmo assim, continuou se “arriscando”. “Tive o transtorno de ter meu cartão cancelado, mas o banco devolveu todo o dinheiro em três dias. Hoje, tomo mais cuidado, mas acredito que os sites dos bancos, aparentemente, estejam mais protegidos”, ponderou.

SISTEMA DE SEGURANÇA RECEBE US$ 1 BI POR ANO

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), para evitar fraudes essas instituições financeiras investem, anualmente, US$ 1,5 bilhão em soluções tecnológicas e melhorias em segurança. Mesmo assim, registros apontam em torno de 327 mil transações fraudulentas em cartões e internet, provocando prejuízo de quase R$ 300 milhões para os bancos, por ano.

Para evitar o problema, a entidade orienta clientes para que não caiam nas armadilhas dos fraudadores: não revele senhas e troque-as periodicamente, não forneça dados pessoais, mantenha antivírus e firewall atualizados, não abra e-mails suspeitos, não execute arquivos de origem desconhecida e não informe imediatamente a agência, quando verificar saque indevido de sua conta.

Para o publicitário Rafael Vilarinho, é bom ficar atento aos “spams” recebidos nos e-mails. “Nenhum banco entra em contato com cliente via e-mail, principalmente para pedir atualização de dados. Isso deve ser feito diretamente na agência bancária”, orientou. Ele ressaltou que os bancos também não ligam para obter informações do cliente. “No máximo, a agência pedirá para ir ao banco, pessoalmente, para resolver qualquer problema”, ressaltou.

De acordo com Vilarinho, cada banco em que é cliente tem seu esquema de proteção contra fraudes. Ele citou que o Banco do Brasil exige que o computador seja cadastrado (se tentar fazer transação de outro micro, não dará certo); o Bradesco fornece um cartão com uma sequência de números que vão de 1 a 100 e, a cada acesso, pede uma senha diferente (além da senha da conta corrente e da internet); e o Itaú fornece um chaveiro eletrônico, com senhas que variam conforme cada acesso.

Segundo a Febraban, cabe a cada banco definir o tipo de operação permitida, o valor máximo a ser pago, em casos de boletos bancários, ou transferido para outra conta e ainda o sistema antifraude. Para a entidade, os diferentes serviços são os que propiciam a ampla concorrência e, consequentemente, a livre escolha do cliente.

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