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30/04/2009 - Diário de Canoas Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia Federal prende quadrilha de golpistas

Por: Silvio Milani

Empresário hamburguense e filho estudante de Direito lideravam o bando, que desviou R$ 3 milhões.

Novo Hamburgo - A Operação Sinos da Polícia Federal desarticulou hoje um grupo criminoso, sediado em Novo Hamburgo, que usava a Justiça para aplicar golpes milionários na região metropolitana. O bando monitorava processos contra a Previdência Social e, quando saía a sentença, se antecipava ao beneficiário para sacar o dinheiro em agências da Caixa Econômica Federal. Os resgates eram feitos por mais de 50 laranjas da quadrilha, valendo-se de documentos falsos. Segundo a PF, os estelionatários desviaram em torno de R$ 3 milhões e fez mais de 100 vítimas desde fevereiro do ano passado.

O foco da operação, deflagrada às 6 horas, foi o Vale do Sinos. A captura do núcleo pensante do grupo, formado pelo dono de uma representação de calçados em Novo Hamburgo, seu filho estudante de Direito da Feevale e um amigo do jovem acadêmico do mesmo curso na Unisinos, aconteceu no Centro e bairro Primavera. Os quatro principais laranjas - que se passavam pelos beneficiários com documentos falsos - foram detidos em Dois Irmãos, Estância Velha, Novo Hamburgo e Capela de Santana, mas há pelo menos outros 45 investigados na região.

O coordenador da investigação, delegado José Luis Raupp, frisa que as vítimas do golpe são também a CEF, que pagou os estelionatários e ainda precisará repassar os mesmos valores aos beneficiários, e própria Justiça, que teve sentenças ludibriadas.

Falsários foram filmados

A Polícia Federal conseguiu filmar a ação da quadrilha no dia 6 de abril, quando dois laranjas sacaram R$ 9.824 em uma unidade da Caixa Econômica Federal de Porto Alegre. A imagem mostra uma dupla sorridente, mirando uma câmera na saída da agência. O valor era aguardado com ansiedade pelo industriário hamburguense Marcelo Antinolf, 40, morador do bairro Canudos. "É o meu auxílio-doença ganho na Justiça. Minha advogada foi sacar no dia 7 de abril, mas não estava mais lá. Estava contando com esse dinheiro, que agora vou ter que esperar ainda mais", lamentou.

Empresa do líder era fachada

O líder da quadrilha, conforme o superintendente da PF no Estado, delegado Ildo Gasparetto, usava a representação de calçados como fachada. Além da empresa, ele tem duas casas em Novo Hamburgo, dois carros importados e um haras na região. "Vamos ouvir todos os detidos e pedir as preventivas, pois as provas são robustas", comenta o superintendente.

O esquema

• Um hamburguense de 21 anos, estudante de Direito na Unisinos e estagiário em um escritório de advocacia, mantinha pesquisa permanente sobre processos contra a Previdência Social na Justiça Federal de Novo Hamburgo, que envolviam, principalmente, causas de revisões de aposentadoria

• Quando saía sentença favorável ao autor da ação, o estudante anotava o número do processo, nome do beneficiário, valor a ser recebido e data do saque

• O pesquisador passava as informações para um amigo, de mesma idade e estudante de Direito da Feevale, que encaminhava tudo para seu pai, de 48 anos, dono de uma empresa de representação de calçados em Novo Hamburgo

• Líder da quadrilha, o empresário providenciava a confecção de documentos com dois fraudadores, de Cachoeirinha e Gravataí

• O processo de falsificação tinha que ser rápido, para que permitisse o saque antes do beneficiário

• Procurações e até carteiras de motorista em nome dos beneficiários, feitas com a foto de laranjas, eram usadas para os saques

• De posse do documento falsificado, o laranja não tinha dificuldade para retirar o dinheiro em uma agência da Caixa econômica Federal

• A quadrilha cuidava de detalhes como a aparência do laranja, a fim de que representasse idade e tipo físico do beneficiário

• Mais de 50 pessoas foram recrutadas como laranjas na região, atraídas por um percentual do valor sacado

• A quadrilha variava de agência e cidade para os saques, a fim de não levantar suspeita

A Operação Sinos

• O trio pensante da quadrilha, formado pelo empresário calçadista, o filho estudante de Direito e seu amigo acadêmico do mesmo curso, foi preso no Centro e bairro Primavera, em Novo Hamburgo

• Um fraudador, com antecedentes por estelionato, uso de documento falso, apropriação indébita, falsidade ideológica, roubo e formação de quadrilha armada, foi capturado em Cachoeirinha

• O segundo fraudador procurado, de Gravataí, não foi localizado

• A Polícia prendeu os quatro principais laranjas em Dois Irmãos, Estância Velha, Novo Hamburgo e Capela de Santana

• Pelo menos outros 45 laranjas serão indiciados

• Também foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão na região metropolitana

• Participaram da operação 84 policiais federais

• As prisões são temporárias, com indiciamento por estelionato, falsidade ideológica, falsificação de documento público, uso de documento falso e formação de quadrilha

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