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03/01/2006 - Valor Econômico Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Surgem Novas Coberturas Contra Fraude

Por: Janes Rocha


Fraude é o pesadelo das companhias de seguros que lutam para diminuir a incidência de indenizações fraudulentas. Mas também está se transformando em fonte de negócios à medida que elas desenvolvem seguros voltados a cobrir perdas - cada vez maiores e mais freqüentes - das empresas vítimas de fraudes cometidas por funcionários ou de ataques "virtuais" aos sistemas de informática.
As seguradoras Unibanco AIG e Mapfre estão entrando com novos seguros nesse filão de mercado onde a seleção de riscos é a alma do negócio. "O cliente tem que ter uma boa política de atualização de seus programas antivírus", diz Luis Alberto Mourão, diretor de Riscos Industriais da Mapfre Seguros, que está lançando o Esurance, uma apólice que cobre danos aos sistemas e prejuízos financeiros gerados pela interrupção das atividades de uma empresa atacada por "hackers" ou vírus de computador.

O seguro "Fraude Corporativa" que a Unibanco AIG está lançando neste início de 2006, previne contra ataques "reais" de dentro ou de fora da empresa. "É um seguro para defender o patrimônio das empresas contra fraudes cometidas por seus funcionários", define Luis A. Nagamine, diretor da Unibanco AIG. A apólice prevê indenização contra fraudes cometidas por empregados, terceiros, inclusive a fraude eletrônica e a transferência de fundos.

Fraude eletrônica é o alvo da Mapfre com o Esurance, que prevê também indenização por danos aos sistemas de terceiros que se relacionam com a empresa segurada, pagamento das custas judiciais para defesa do cliente em casos de acusação de violação. "É um misto de danos materiais e Responsabilidade Civil porque dá amparo à empresa contra o uso de seus sites em ataques a terceiros", explica Mourão.

O Brasil já é o segundo país com mais "incidentes" envolvendo a internet depois dos Estados Unidos, diz Mourão. Ele cita dados do Grupo de Resposta a Incidentes para a Internet Brasileira (NBSO) que coloca o Brasil com 26,14% do total de reclamações, depois dos EUA com 27,62%. Segundo esse mesmo estudo, o setor financeiro é o mais afetados pelos crimes cibernéticos. No primeiro trimestre de 2005, segundo o mesmo estudo, o número de ocorrências atingiu 2.213, com crescimento de 178% em comparação com o mesmo período de 2004.

O seguro contra fraudes corporativas se expandiu nos EUA e Europa depois das denúncias de fraudes envolvendo grandes conglomerados. Segundo a Mapfre, o maior sinistro já registrado nessa área custou mais de US$ 5 milhões do faturamento de uma empresa de comércio eletrônico atacada por hackers que atrasaram todas as transações feitas pelos clientes. Por enquanto, os seguros contra fraudes são voltados para grandes empresas, com faturamento mínimo de R$ 150 milhões anuais, mas a idéia é expandir para médias empresas se o produto emplacar. "Nossas estatísticas mostram que todo tipo de empresa está sujeito à fraude", diz Nagamine.

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