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30/04/2009 - Jornal Cruzeiro do Sul Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Quadrilha cobrava as doações que seriam de entidades

Por: Fernando Guimarães


O endereço errado para retirar o valor de R$ 300 como doação para a Associação de Fissurados Lábio-Palatais de Sorocaba e Região (Afissore) expôs um provável esquema de estelionato para lesar contribuintes de entidades assistenciais na cidade. Em vez de o motoboy ir até à casa do doador, ele foi bater exatamente na porta da Afissore, que fica na rua Padre José Manoel de Oliveira Libório, 134, centro de Sorocaba, onde cobrou o valor da doação. Íris Regina Ramos de Sales, funcionária da entidade, atendeu o rapaz e descobriu que ele trazia um recibo falsificado em nome da Afissore. O motoboy disse que não sabia, pois fora contratado para fazer a busca dos valores e aquela seria a primeira retirada. A polícia tem nomes de suspeitos e investiga a ação de uma possível quadrilha de falsários. O fato aconteceu na tarde de terça-feira.

O fato de os golpistas terem tentado aplicar o estelionato em um contribuinte de anos da Afissore e de saberem até quanto a pessoa contribui anualmente causou estranheza à polícia e aos representantes da entidade. Outro detalhe que chama a atenção é a questão de os estelionatários terem utilizado, também, o nome do projeto Semeando no Deserto, criada em 9 de abril de 2005, por um grupo de amigos e profissionais liberais de Sorocaba que decidiram unir forças e ajudar as entidades, doando dinheiro do próprio bolso. Tanto assim que nunca fizemos publicidade do grupo, até porque nós não pedimos dinheiro a ninguém, o dinheiro é nosso, afirma o presidente do projeto, o gerente de banco aposentado Ademir Marques Penteado. Ele diz que ninguém do grupo está autorizado a pedir dinheiro a outras pessoas. O Semeando no Deserto tem registro em cartório como sociedade civil de caráter assistencial sem finalidade lucrativa e só entram pessoas convidadas pelo próprio grupo.

Ao saber que estaria participando de um esquema fraudulento, o motoboy ficou apavorado e afirmou, segundo Íris, que não tinha nada a ver com a história, tanto assim que acabou batendo no portão errado para pegar a doação. A funcionária obteve com o motoboy o celular de Kelly Cristina, que mora com a mãe no Jardim Maria Cristina, e que já trabalhou com telemarketing e teria sido ela o contato feito com o contribuinte da Afissore. Passando-se pela doadora, Íris soube que o dinheiro seria para a Afissore e teve certeza da farsa. Eles montaram um recibo falso e bem malfeito com o nome da entidade. Devem ter pego o CNPJ e a logomarca da Afissore pelo site da entidade, supõe Íris. O recibo verdadeiro da Afissore sai de um talonário e chega à casa do doador em duas vias (uma na cor branca e outra na azul). Os motoboys que pegam o dinheiro são identificados com camisetas ou coletes com a marca da empresa terceirizada TS Assessoria.

Íris perguntou, ainda, a Kelly qual endereço o motoboy deveria levar a doação, e ela deu o endereço da casa dela. Poucos minutos depois, uma mulher que se identificou apenas como Maria Clara telefonou para Íris e falou que era representante do projeto Semeando no Deserto e que estava arrecadando dinheiro para a Afissore para repassar os recursos à entidade, posteriormente. Ela disse, ainda, que era enfermeira e deu o número 72.541 do Conselho Regional de Medicina (CRM). Isto também causou estranheza, pois profissionais dessa área têm número do Conselho Regional de Enfermagem (Coren). No Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), na unidade de Sorocaba, a reportagem obteve a informação de que o número apresentado por Maria Clara pertence, na verdade, ao médico nefrologista que é professor da Universidade de São Paulo (USP), cadastrado no Cremesp desde 1992.

A ação dos estelionatários está sendo investigada pela Polícia Civil e qualquer denúncia pode ser feita pelo telefone 181. Kelly Cristina e Maria Clara ainda não foram localizadas.

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