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29/04/2009 - Última Hora News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Ex-prefeito de São Carlos é denunciado por lavagem de dinheiro


O ex-prefeito de São Carlos, João Otávio Dagnone de Melo, quatro ex-secretários municipais, funcionários públicos e comerciantes foram denunciados pelo Ministério Público por lavagem de dinheiro.

A Justiça já acolheu a denúncia contra 14 pessoas envolvidas com a organização criminosa que fraudava licitações para a compra de gêneros alimentícios da merenda escolar das escolas públicas do município.

Segundo informações constantes no documento, o esquema durou três anos, no período de 1997 a 2000, na segunda gestão de Dagnone de Melo na Prefeitura. A empresa Miranda e Muno realizava um esquema de superfaturamento de preços dos alimentos utilizados para compor a merenda escolar, através do relacionamento com empresas irregulares ou laranjas. Vencendo a concorrência de preços, a Miranda e Muno entregava parte dos valores pagos pela prefeitura para os outros membros da organização, como gratificação.

Dagdone de Melo teria recebido pelo menos R$ 23 mil com o esquema. Os secretários municipais envolvidos, Carlos Alberto Garcia, Antonio Francisco Garcia e Wilton Hirotoshi Mochida —então chefe de Divisão de Compras na Prefeitura —, receberam R$ 51 mil, R$ 19 mil e R$20,8 mil, respectivamente.

Durante as investigações policiais, o inquérito apurou a movimentação do dinheiro proveniente de crimes cometidos contra a administração pública, “tudo com o objetivo de ocultar e dissimular a sua origem, natureza e utilização”, explicou o promotor Luiz Fernando Garcia.

O ex-prefeitoJoão Otávio Dagnone de Melo, os ex-secretários municipais Nilson Passoni, Carlos Alberto Garcia e Antonio Francisco Garcia e o ex-chefe de Compras Wilton Hirotoshi Mochida foram denunciados por crime continuado de lavagem de dinheiro, juntamente com os irmãos Ivan Ciarlo e Ivaldo Ciarlo, sócios da Miranda e Muno, Mara Mônica Salomão de Oliveira, funcionária da empresa, Claudionor Cruz, dono de empresa laranja utilizada no esquema, Valdir Maia Júnior, proprietário de outra empresa laranja utilizada no esquema; Domingos Pereira do Pinho, então secretário executivo de Coordenação de Gabinete, e Paulo Fernando Rodrigues, laranja dos irmãos Ciarlo.

Também foram denunciados o ex-secretário Márcio José Rossit e Cleide Tobias Marques, à época chefe da Divisão de Alimentação Escolar da Prefeitura de São Carlos, por participação na associação, sabendo que sua atividade principal se destinava à prática de crimes cometidos por organização criminosa e contra a administração pública. O grupo não foi denunciado por formação de quadrilha e fraude à licitação pois esses crimes já prescreveram.

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