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28/04/2009 - JC Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia Federal indicia presidente e três executivos do Banco Opportunity


Quatro executivos do Banco Opportunity foram indiciados nesta terça-feira(28) pela Polícia Federal em um dos inquéritos da Operação Satiagraha, que investiga crimes financeiros. Foram indiciados o presidente do banco, Dório Ferman, o gestor Itamar Benigno Filho o ex-vice-presidente Carlos Rodenburg e o ex-presidente da Brasil Telecom Humberto Braz. Todos foram indiciados formalmente ao comparecerem hoje sede da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo para prestar depoimentos.

Na saída de seu depoimento Polícia Federal, por volta das 16h, Dório Ferman disse que é inocente. Somos pessoas honestas. Não praticamos crimes. Vamos esclarecer dentro da lei e do Estado de Direito, disse ele.

Aos jornalistas, Ferman disse que é presidente do Opportunity desde a sua criação e defendeu que o seu banco é uma empresa correta, que paga os impostos, cumpre sua função social e nunca fez evasão fiscal. O presidente do banco também aproveitou para pedir aos jornalistas que investigassem a Operação Satiagraha para melhorar a democracia brasileira.

A voz das ruas levou condenação de Jesus Cristo, fogueira da inquisição e ao nazismo. Cabe a vocês, jornalistas, esclarecer e contribuir para o bem do país, disse Ferman.

Os quatro executivos foram condenados pelos crimes de gestão fraudulenta, evasão de divisas, empréstimo vedado, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Ontem (27), a Polícia Federal já havia indiciado outras seis pessoas pelos mesmos crimes, entre elas, o banqueiro Daniel Dantas e sua irmã, Verônica Dantas. No total, 13 pessoas foram indiciadas pelo delegado Ricardo Saadi nesse inquérito da Operação Satiagraha, que investiga especificamente o Banco Opportunity.

Os advogados que defendem Ferman e Braz reclamaram dos indiciamentos e disseram que seus clientes não responderam hojes perguntas da Polícia Federal porque novos documentos foram anexados aos autos nos últimos dias, entre eles, informações do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Renato de Moraes, advogado que defende Humberto Braz, disse ter orientado seu cliente a se manter calado porque só teve acesso a parte do inquérito policial formado por 20 volumes e centenas de adendos - no dia 24 de abril e também porque o indiciamento seria uma mera opinião do delegado, já previsto no inquérito policial antes mesmo do depoimento de seu cliente Polícia Federal. Seu cliente, Humberto Braz, já foi condenado pela Justiça Federal na mesma Operação Satiagraha pela tentativa de suborno a um delegado da Polícia Federal para retirar o nome de Daniel Dantas das investigações.

Já o advogado do presidente do banco, Antônio Pitombo, disse que seu cliente não assinou o indiciamento policial e que entrou hoje com um habeas corpus na Justiça Federal, alegando que a defesa não teve acesso aos novos documentos que foram anexados aos autos. Se for concedido prazo para exames desses documentos, é evidente que nós vamos depor, disse.

Pitombo também reclamou da pressa da Polícia Federal em terminar o inquérito, que deve ser encaminhado até o final desta semana ao juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal de São Paulo. Há uma pressa política de se encerrar a Operação Satiagraha, disse o advogado, ressaltando que a operação vai ser uma marca para os brasileiros, definindo o antes e o depois".

Ou o Brasil opta por ser um país reacionário ou vai ser o país onde se cumpre a Constituição da República e a lei, afirmou.

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