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24/11/2006 - pe360graus.com Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Medicamentos ilegais podem ter sido repassados por empresa mineira


Os medicamentos vendidos ilegalmente por José Brito Neto, conhecido como Professor Brito, podem ter sido repassados por uma empresa de Minas Gerais. A informação foi do diretor da Vigilância sanitária do Estado, Jaime Brito.

O falso médico também pode ter falsificado a marca da empresa mineira para vender o produto. Ainda de acordo com Jaime, a Vigilância Sanitária de Minas Gerais está realizando uma blitz nesta sexta-feira (24) para descobrir mais detalhes sobre o caso.

José Brito foi preso na última terça-feira (21), por indicar e vender de forma irregular medicamentos para tratar diversos tipos de doença – inclusive o câncer. Até agora não se sabe o mal que esses produtos podem ter causado à saúde pública.

“O medicamento estava em um local muito calorento, exposto ao sol. Certamente, a pessoa que tomou o remédio não teve efeito algum”, explicou a farmacêutica da Vigilância Sanitária Beatriz Medeiros.

“No que diz respeito ao controle de qualidade ele estava completamente errado. Não tinha um local legalizado para produzir os medicamentos, não tinha liberação da ANVISA”, disse Jaime Brito, gerente da Vigilância Sanitária.

José Brito não tem formação em medicina ou farmácia. Ele foi preso na Rádio Olinda, onde trabalhava apresentando um programa veiculado das 16h às 17h. Durante o programa, Brito fazia propagandas e indicava o uso dos medicamentos.

Em uma conversa telefônica gravada pela polícia, o suspeito orientava o uso do remédio “Anflavit” para uma anemia. Dizia que o produto iria diminuir as dores e as inflamações. Uma caixa com 90 comprimidos custava R$ 35.

Ao ser preso, Brito confessou que não é um profissional da saúde. “Não sou médico, nem farmacêutico. Não nego isso. No meu programa está gravado. Quem quiser, pode pedir uma cópia”, disse.

Com a prisão, agentes da vigilância sanitária conseguiram chegar até a casa do suspeito e descobriram como tudo funcionava. “Não se trata apenas de um crime contra a saúde pública. Também é de propaganda enganosa e estelionato. A casa dele funcionava como uma fábrica dos medicamentos. Para nossa surpresa, encontramos todo o material necessário para fabricação dos remédios, inclusive a própria rotulagem”, disse a delegada do consumidor Nely Queiroz, que efetuou a prisão.

O inquérito deve ser concluído em um prazo de dez dias. Ainda de acordo com a delegada Nely Queiroz, não se sabe da existência de algum tipo de acordo da emissora de rádio com o programa do professor Brito. O responsável pela Rádio Olinda, Euclides Campelo, responsável pela rádio Olinda - onde o acusado fazia um programa -, disse que só vai se pronunciar sobre o assunto quando for notificado pela polícia ou pela Justiça.

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