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24/04/2009 - Jornal de Negócios Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Clientes do BPP suspeitam que João Rendeiro criou "esquema piramidal"

Os clientes do BPP dizem ter indícios que o banco de João Rendeiro utilizava um esquema piramidal para atrair capitais para os produtos financeiros, disse hoje à Lusa Luís Miguel Henrique, advogado de vários clientes.

Os clientes do BPP dizem ter indícios que o banco de João Rendeiro utilizava um esquema piramidal para atrair capitais para os produtos financeiros, disse hoje à Lusa Luís Miguel Henrique, advogado de vários clientes.

"Tudo indicia que a partir de certo momento as estratégias de venda do BPP eram equivalentes a um esquema piramidal", considerou Luís Miguel Henrique, depois do presidente da Comissão do Mercados de Valores Mobiliários (CMVM) ter dito no Parlamento que no BPP "há situações semelhantes ao caso Madoff". "Não há rentabilidade.

Quando em Dezembro eu associei o esquema Madoff ao BPP, com base nos dados dos clientes tudo indiciava uma estratégia comercial específica. Era preciso ir captar dinheiro aos novos clientes para pagar aos que estavam a sair, para manter a mentira", prosseguiu o advogado.

"Eu tenho informação, através de clientes, que as 'loan notes' podem não existir", reforçou, referindo-se ao instrumento financeiro que o BPP terá vendido aos clientes, notas de obrigações - semelhantes a promissórias - que permitem o pagamento de juros num determinado período de tempo e que terminam na mesma data em que está contratado o reembolso da respectiva obrigação. Luís Miguel Henrique afirmou que as suspeitas dos clientes têm vindo a aumentar porque o BPP "nem sequer" deixou ver as notas aos clientes.

"Quando perguntámos à CMVM se eles viram as notas, a resposta nunca foi positiva", sublinhou Luís Miguel Henrique. "Não percebo como é que em Dezembro em cinco dias de trabalho e sem documentos eu cheguei a esta conclusão e que o regulador só agora, cinco meses depois, descobre, quando o dinheiro já estava gasto", lançou. O advogado acusa os actuais administradores do BPP de não darem "aos clientes extractos das contas à ordem" e de recusarem-se "a dizer se têm ou não para entregar as 'loan notes' sobre os veículos de investimento"

Contactada pela Lusa, fonte oficial da CMVM reforçou que no BPP "há situações semelhantes ao caso Madoff", sem querer adiantar para já mais informações, mas recordando que foi com base na comunicação do supervisor ao Ministério Público que a Polícia Judiciária e um procurador realizaram buscas em Janeiro ao BPP. C

onforme apurou a Lusa, o supervisor e a administração que entretanto assumiu os destinos do banco, terão detectado, no âmbito do acompanhamento feito aos produtos comprados pelos clientes do BPP, irregularidades nas aplicações financeiras contratadas, que nalguns casos poderão não ter os respectivos activos subjacentes incluídos. No Parlamento, na quarta-feira, Carlos Tavares disse que "quando se criam veículos fictícios, com activos fictícios, para alimentar outros veículos" o trabalho de detecção é muito mais complicado para os supervisores.

João Rendeiro, antigo presidente do Banco Privado Português (BPP) avançou com um processo judicial contra o presidente da CMVM , no seguimento das declarações de Carlos Tavares.

João Rendeiro, em declarações à Lusa, considerou "inaceitável" a comparação que o presidente da CMVM fez entre o BPP e o caso Madoff, financeiro norte-americano preso há mais de um mês após se declarar culpado das acusações de branqueamento de capitais, fraude e falsificação de documentos, num esquema piramidal superior a 50 mil milhões de euros.

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