Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

25/11/2006 - Bom Dia Bauru Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpistas levam R$ 166 mil por mês de bauruenses


Golpistas tiraram R$ 1.665.118 dos bauruenses nos primeiros dez meses de 2006. É como se as vítimas perdessem R$ 166.511 por mês, R$ 5.550 por dia ou R$ 231 por hora, em média. É dinheiro suficiente para comprar quase quatro apartamentos de quatro dormitórios no edifício Mônaco, na Vila Universitária. O valor do golpe é conclusão de uma pesquisa inédita, feita pelo BOM DIA em todo o município a partir de informações da Polícia Civil.

Os golpes vão desde investidas contra grandes empresários até rudimentares truques de rua, em que os alvos favoritos são pessoas idosas e que aparentam andar distraídas. Para obter dinheiro alheio, quadrilhas falsificam cheques e identidades, clonam cartões bancários, roubam senhas e “passam a lábia” até em gente que se considera bastante esperta.

“Casos que acompanhamos mostram que a vítima imagina também estar levando alguma vantagem, mas isso não ocorre”, explica o delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) Ricardo Silva Dias. “Geralmente, os estelionatários são pessoas que criam uma aura que leva a vítima a imaginar que se trata de pessoa idônea, principalmente no comércio.”

R$ 170 mil
O maior estelionato do ano é um dos casos que ainda desafia os investigadores da DIG: um golpe de R$ 170 mil contra uma loja de móveis na avenida Getúlio Vargas, em maio. Um requintado comprador pagou com 20 cheques e mandou entregar a mobília numa mansão em Marília. Os cheques não tinham fundo, segundo a polícia. “[Os golpistas] são bem vestidos e articulados, criam um cenário que simula condição de riqueza. O comerciante é levado a acreditar que aquele é um bom cliente.”

A dissimulação do golpistas, às vezes, surpreende a própria polícia. “Teve um caso em que o estelionatário atendia várias ligações falsas em dois celulares e falava de grandes quantias para impressionar um gerente de banco e conseguir empréstimo”, conta o delegado Dinair José da Silva, do 4° Distrito Policial.

Comprovação depende de exame grafotécnico
Para a polícia, alguns estelionatos são difíceis de serem esclarecidos por causa da complexidade da “teia” montada pelos criminosos. “Às vezes, um cheque passa nas mãos de até quatro pessoas. Aí, precisamos de exame grafotécnico”, diz o investigador-chefe do 4° DP, Luiz Augusto Cardoso. O exame que aponta se uma assinatura é verdadeira ou não demora aproximadamente dois meses.

Tipos mais comuns

* Bilhete premiado
O golpista aborda a vítima, que carrega dinheiro, e a convence que tem um bilhete premiado. O golpista promete à vítima parte do prêmio se receber ajuda para sacar o dinheiro, mas pede que a vítima lhe dê o valor que carrega como garantia. O estelionatário consegue ir embora com a quantia

* Seguro de vida
O golpista telefona para a vítima e diz que há um valor referente a um seguro para ser recebido, mas que só será liberado mediante um depósito. A vítima deposita e nunca mais encontra o estelionatário

* Falso seqüestro
O golpista telefona, diz que um parente da vítima está seqüestrado e só será liberado se for feito um depósito, como “resgate“. Quase sempre a comunicação de seqüestro é falsa e a pessoa está bem. A Polícia Civil identificou variação do golpe em que presos mandam a vítima comprar cartões de recarga de celular

* Transações eletrônicas
Golpistas conseguem transferir valores pela internet ou em caixas eletrônicos depois de descobrir senhas, apesar de bancos apresentarem aprimoramentos nos sistemas de transações eletrônicas

Fonte: BOM DIA

‘Eu fiquei esquisito; se eles pedissem 100 mil, eu daria’
O comerciante aposentado E.C., 80 anos, levou 15 anos de trabalho para juntar R$ 40 mil, mas perdeu o dinheiro em apenas algumas horas. Em 17 de abril, ele caiu no golpe do bilhete premiado. “Um homem bem humilde veio me perguntar onde ficava uma rua”, lembra.

O assunto evoluiu para uma conversa em torno do patrimônio da vítima quando um segundo golpista chegou. A dupla ofereceu R$ 125 mil ao aposentado para que ajudasse a sacar o suposto prêmio e pediu R$ 40 mil como garantia de que ele não fugiria com o dinheiro. “Fiquei meio esquisito; se eles pedissem R$ 100 mil, eu daria.”

Prejuízo real
O comerciante Antonio Alves da Silva teve R$ 5,5 mil desviados da conta dele pela internet, em duas movimentações indevidas. Ele conseguiu ser ressarcido pela Caixa Federal em R$ 1,5 mil, aproximadamente um mês depois do segundo desfalque.

“O banco entendeu que eu não tive culpa”, conta. Agora, a luta é para recuperar R$ 4 mil transferidos de uma conta num banco privado, que resiste em ressarci-lo. A transação indevida, segundo ele, ocorreu em 9 de agosto. “No dia seguinte já deixei de acessar os bancos pela internet.”

Não existe lei que obrigue instituições a ressarcir vítimas de estelionato, diz a advogada Jaqueline Furrier, da área financeira. “Os bancos só são obrigados se for provado na Justiça que eles erraram. Como pode demorar, em geral as instituições preferem devolver o dinheiro às vítimas”, diz.

Falsificações têm ‘qualidade’
Estelionatários levaram R$ 12.190 de três correntistas de um mesmo banco, na Vila Falcão, na terça-feira. As vítimas procuraram a polícia e comunicaram transferências indevidas nos valores de R$ 8.700, R$ 2.760 e R$ 730. O gerente da agência, que pede para não ser identificado, afirma que o reconhecimento de documentos é uma das maiores dificuldades. “Por mais que a gente olhe RG na hora da abertura contas, tem falsificações muito boas”, diz. Para abrir conta, o banco pede originais do RG e do CPF, comprovante de residência de até quatro meses e comprovante de renda atualizado. Amanhã, o BOM DIA mostra quem são os acusados pelos maiores estelionatos em Bauru.

Bancos e comércio central

* 3° DP: calotes de R$ 862 mil
O 3° Distrito Policial, na Vila Mariana (perto da avenida Getúlio Vargas), é a unidade da Polícia Civil que registra os delitos nas regiões centro e sul. Ele abrange bancos e o comércio do Centro, onde há a maior circulação de dinheiro. Os estelionatos só na área do 3° DP somam R$ 862.820 e o colocam na frente dos outros três distritos e da DIG (Delegacia de Investigações Gerais)

* 1° DP: R$ 152.884

* 2° DP: R$ 71.135

* 4° DP: R$ 384.280

*DIG: R$ 193.998

*Total: R$ 1.665.118

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 532 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal