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23/04/2009 - Diário de Natal Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

RN é campeão em cheques fraudados

Por: Renata Moura


O Rio Grande do Norte foi o estado brasileiro em que mais cheques fraudados foram descobertos no mês passado. Falsificados ou adulterados de várias maneiras, eles entraram nos caixas e trouxeram prejuízos principalmente às sapatarias do estado, ramo que se torna mais suscetível a esse tipo de crime por comercializar produtos que podem ser facilmente trocados ou revendidos. Os dados e a análise são da TeleCheque, empresa de concessão de crédito no varejo, e acendem um importante alerta aos comerciantes: é preciso adotar uma série de precauções na hora de receber esse meio de pagamento.

Estar atento aos documentos e à assinatura do cliente é um dos caminhos para evitar dores de cabeça, diz o diretor da TeleCheque para o Nordeste, Ricardo Regis de Souza. Segundo ele, é recomendável sempre pedir a identificação de quem está pagando e nunca trocar cheque por dinheiro, nem aceita-lo se estiver rasurado. "Cuidados como esses são fundamentais", reforça.

A TeleCheque não divulga quantos cheques foram emitidos no período analisado, mas diz que 0,48% do total de devolvidos no Rio Grande do Norte estavam de alguma maneira adulterados. O festival de falcatruas incluiu assinaturas falsas, clonagens e adulterações variadas e fez o RN deixar para trás estados como São Paulo, Ceará e Paraná.

"Foram cheques recebidos principalmente no final do ano e que, como foram usados em compras parceladas, só agora seriam compensados", frisa Souza e continua: "O segmento de calçados foi o mais atingido". Gerente em uma sapataria da capital, onde os cheques pré-datados representam hoje cerca de 10% das vendas, Gilvandro Rodrigues sabe bem o que é ser alvo desse tipo de crime. "Já tivemos situações em que a pessoa quis comprar com cheque roubado e outras em que não era só o cheque que estava adulterado: toda a documentação apresentada pelo cliente estava também", detalha ele.

Foi para combater esse tipo de prática que a loja resolveu limitar o recebimento de cheques a clientes cadastrados e, ainda, treinar todos os funcionários que passam pelo caixa. Eles aprendem a identifica se as numerações, a espessura do papel e os documentos e assinaturas “batem”. Se percebem ou apenas suspeitam de alguma irregularidade, suspendem a venda no ato.

"Estamos cada vez mais cautelosos. Mas o ruim é que, mesmo com todo cuidado, nem sempre conseguimos evitar que esses cheques cheguem ao nosso caixa", lamenta, culpando os bancos pela proliferação das fraudes. "É que em um determinado momento eles passaram a abrir contas sem muito critério para selecionar as pessoas que se beneficiaram com isso. A conseqüência disso é que algumas aproveitaram para comprar no mercado sem compromisso nenhum", reclama ainda o gerente.

A TeleCheque diz que o desde a eclosão da crise, em meados de outubro, os cheques vêm sendo cada vez mais usados e aceitos no comércio. Com o aumento do interesse dos lojistas por esse meio de pagamento, aumentou também a atenção na hora de recebê-los, o que, por conseqüência, fez cair a incidência desse tipo de crime no Brasil. Para se ter uma idéia, em março, o indicador apontou apenas 0,18% de cheques fraudados, uma queda de 18,18% quando comparada com março de 2007. Os 0,48% alcançados pelo Rio Grande do Norte estão dentro da "normalidade", segundo o órgão. Na pesquisa divulgada ontem, o estado também aparece no ranking de cheques honrados. O índice alcançado nesse quesito foi 96,64%, o 11º melhor do país.

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