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19/04/2009 - Gazeta do Povo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empresários precisam ser mais rigorosos

Por: Felipe Laufer


Conviver com inadimplência em alta é tarefa árdua para empresários, comerciantes, fornecedores de produtos ou prestadores de serviços. Varejistas precisam se precaver contra eventuais calotes, para ter dinheiro em caixa e pagar fornecedores. Estes, por s ua vez, precisam se proteger dos empresários que não honram seus compromissos. E todos ficam entre a cruz e a espada, num dilema entre conceder crédito correndo riscos ou ser inflexível e simplesmente não vender.

Para varejistas, segurança nunca é demais. “Sempre que há uma crise, o empresário começa a ser mais exigente na análise cadastral, procura diminuir ao máximo os prazos na venda e cria promoções para estimular o pagamento à vista. Mas precisa tomar um cuidado especial com relação a fraudes documentais, e não só pela avaliação da ficha cadastral”, orienta Cesar Luiz Gonçalves, diretor da Associação Comercial do Paraná (ACP).

Na loja de roupas Bunny’s da Rua das Flores, no Centro de Curitiba, uma das táticas adotadas foi deixar de fazer vendas a prazo sem entrada. “Se a pessoa não tem dinheiro para pagar uma entrada no débito, vai ter daqui a dez ou 15 dias? Se está com a conta zerada agora, vai conseguir dinheiro quando?”, questiona o supervisor Maurício Soares. “O problema é que as próprias lojas concedem um limite alto, e as pessoas acabam se perdendo. Se a gente reduz o limite, também diminui o risco de inadimplência”, emenda o gerente da loja, Adriano Vieira Guimarães.

No caixa da loja, uma pilha de notas a receber de clientes inadimplentes. E as dívidas, contam eles, têm mexido com a cabeça das pessoas. Na semana passada, Adriano foi à delegacia prestar queixa contra o marido de uma cliente inadimplente, que o ameaçou em virtude das cobranças.

Perto dali, na Ótica Carvalho, o gerente João Luiz Bernardes conta que a loja também adotou, nos últimos meses, a tática de cobrar ao menos uma entrada nas vendas a prazo. “O risco de perder no crediário é muito grande, então a gente garante pelo menos um pouco do valor.”

Murilo Jovtei, da consultoria de negócios Go4!, diz que tem atendido a uma série de empresários vivendo o dilema entre conceder ou não mais crédito e prazo para os clientes. “O que a gente indica é agir com bom senso e de forma amigável. É bom negociar para receber, pelo menos, uma parte dos créditos.”

Outra recomendação é montar uma tabela de recebíveis e avaliar seus clientes segundo o risco que cada um representa, inclusive buscando informações com outros fornecedores. “A tabela é para monitorar os pagamentos e a inadimplência. A gente divide tudo em prazos e monitora a carteira de recebíveis de acordo com esses prazos”, diz Jovtei. “Muitas empresas não conhecem o tamanho do buraco. Vão concedendo crédito e não sabem o que têm para receber. A tabela é uma forma de controle.”

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