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16/04/2009 - Computerworld PT Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Banca deve unir os seus sistemas anti-fraude


Os custos crescentes do combate ao crime fiscal na banca retalhista está a levar à integração dos sistemas e à junção de divisões que, anteriormente, funcionavam separadamente, além do que está a motivar uma maior focalização na identificação de actividades suspeitas, de acordo com um estudo recente da Datamonitor.
A consultora de mercado britânica conclui no seu relatório que, com os programas de detecção e prevenção espalhados pelas diferentes divisões das instituições financeiras, os custos inerentes aos sistemas de TI e aos peritos necessários para lidar com estas situações tornam-se difíceis de contabilizar.
"Hoje em dia, os bancos começam a perceber que os custos estão a crescer e que existe uma sobreposição e duplicação de processos de negócio, pelo que está na hora de os concentrar", afirma Jaroslaw Knapik, o autor do relatório e analista da divisão de serviços financeiros da Datamonitor.
Divisões como as que combatem o branqueamento de capitais e a prevenção de fraudes, acrescenta Knapik, têm diferentes origens, sendo que a primeira tem raízes no cumprimento de normas e a última no risco. Os fabricantes têm normalmente criado diferentes sistemas para monitorizar actividades suspeitas nestas duas áreas, mas a tendência para uma abordagem partilhada baseada no risco está a levar esses mesmos fabricantes a estabelecer “um motor de risco” comum, que pode ser configurado para diferentes fins, sustenta o analista.
As soluções existentes para o combate à fraude com cartões, fraude online e branqueamento de dinheiro estão a ser integradas na forma de dashboards e sistemas de gestão, num esforço da banca para reduzir a duplicação de mão-de-obra e os custos inerentes.
Ivan Zasarsky, especialista em branqueamento de capitais da Deloitte, concorda com o analista da Datamonitor e acredita que os fornecedores de tecnologia especializados em ferramentas de gestão financeira estão a começar a disponibilizar soluções de plataforma unificada. Segundo este responsável, as soluções unificadas normalmente proporcionam capacidades de fluxo de trabalho e reporting às divisões que têm a seu cargo tarefas como a monitorização de transacções, detecção de actividades suspeitas e investigação de alertas.
A consolidação de múltiplas divisões numa instituição financeira, acrescenta, é especialmente importante hoje em dia, tendo em conta os numerosos canais de operações que existem, como a Web, as plataformas móveis, etc. "Todos estes novos canais são autênticas portas para o risco. A única maneira que as instituições financeiras têm para ter uma visão correcta do que se passa é consolidar toda a informação recolhida", sublinha Zasarsky.

Procura-se melhor detecção de actividades suspeitas

O estudo da Datamonitor também conclui que, além de implementarem sistemas unificados, os bancos estão também a virar a sua atenção para os sistemas que proporcionam maiores níveis de exactidão na identificação de actividades suspeitas. Knapik afirma que, embora os bancos reduzam custos ao automatizar os processos de detecção, ironicamente essa automatização está a gerar um número superior de eventos classificados como suspeitos do que o normal, o que acaba por aumentar os custos inerentes à investigação desses eventos.
"A principal razão para os bancos procurarem cada vez mais sistemas que permitam uma maior exactidão nos alertas gerados, é a necessidade de terem os seus analistas concentrados apenas nas situações reais e mais importantes”, diz o responsável da Datamonitor.
E, mais uma vez, Ivan Zasarsky concorda, afirmando que as instituições financeiras necessitam de uma maior exactidão se quiserem ser eficazes no seu combate. E, adianta, embora a substituição de processos manuais por processos automatizados seja uma clara melhoria, não deixa de representar também um conjunto de novos desafios.
Implementar sistemas que proporcionam um nível elevado de exactidão, acrescenta Zasarsky, pode certamente reduzir o número de falsos positivos e falsos negativos que fazem com que os bancos desperdicem preciosos recursos financeiros e humanos.

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