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13/04/2009 - Midiamax Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PF pede prazo para concluir caso envolvendo Receita de Corumbá em esquema de fraude

Por: Celso Bejarano Jr.


O delegado da Polícia Federal Otacílio Alves pediu prazo de mais um mês para concluir o inquérito que investiga uma quadrilha acusada de fraudar operações de exportação e importação, esquema que teria provocado um rombo de ao menos R$ 600 milhões nos cofres federais.

A ação policial, que ficara conhecida como “Vulcano”, mandou para a cadeia em novembro passado 88 pessoas, 37 das quais daqui de Mato Grosso do Sul.

Ao menos dez dos implicados trabalham para a Receita Federal, em Corumbá, na fronteira com a Bolívia. Todos os envolvidos foram postos em liberdades.

A punição dos servidores federais até agora: afastados dos cargos, embora recebendo em dia os salários, alguns deles de até R$ 18 mil.

A assessoria da PF disse que o inquérito se encontra em “tramitação administrativa”, e que o delegado encaminhou um ofício a 3ª Vara da Justiça Federal solicitando prazo de mais 30 dias. Até agora, o inquérito produziu ao menos duas mil páginas.

A Vulcano [deus do fogo e das artes metalúrgicas] acontecera no dia 7 de novembro passado, cinco meses atrás.

O delegado Otacílio Alves disse ao Midiamax em janeiro passado que a investigação acerca de quadrilha é “complexa” e, por isso, o inquérito exigia um tempo maior.

Sigilo

Até hoje, a imprensa não teve acesso a nenhuma das peças do inquérito. O delegado disse em janeiro que o caso ia seguir em segredo de justiça porque os investigadores recorreram a escutas telefônicas e quebra de sigilos bancários e fiscais durante a operação que durara ao menos dois anos.

De acordo com informação da PF no dia da operação, mercadorias nacionais destinadas à exportação, entre elas pneus e insumos para a produção de cerveja, foram desviados para o mercado interno.

Entre os delitos cometidos pela quadrilha, aparece crime contra a ordem tributária, facilitação de contrabando e descaminho, corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistema de informações, falsidade ideológica, formação de quadrilha, crime contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro.

São investigadas empresas importadoras e exportadoras e transportadoras, despachantes aduaneiros, empresas concessionárias de serviço público, servidores públicos e outros agentes privados.

Os servidores da Receita Federal implicados foram afastados dos cargos e as vagas preenchidas por funcionários que atuavam em outros estados.

Enquanto durar a investigação, eles ficam fora do trabalho, mas recebem seus salários. Se condenados, podem perder o emprego.

Participaram da operação Vulcano 600 policiais federais e 280 servidores da Receita.

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