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13/04/2009 - Jornal de Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Mestre dos euros falsos preso cinco anos e seis meses

Por: Nuno Miguel Maia

Chapeiro no desemprego e a receber subsídio de inserçãosocial liderou rede que espalhou notas falsas pelo país.

O líder de um grupo ligado a mais de dois mil processos por notas falsas espalhadas pelo país vai cumprir cinco anos e seis meses de prisão, por decisão do Tribunal da Maia. Nove dos 16 acusados foram condenados.

Pelo menos desde Novembro de 2006, em duas oficinas artesanais na zona da Maia, um indivíduo, de 41 anos, intitulado "bate-chapas" no desemprego e a receber Rendimento Social de Inserção, conseguiu tornar-se mestre no fabrico de euros falsos. Tão especialista que a Polícia Judiciária (PJ) considera que o método de contrafacção era o mais perfeito conhecido em Portugal.

Foi detido numa operação da PJ do Porto, em Maio do ano passado, a par de outros indivíduos que se preparavam para transaccionar 75 mil euros falsos. Na semana passada, após julgamento, ficou decidida a condenação do "cérebro" do esquema a cinco anos e seis meses de prisão efectiva. Continua em prisão preventiva, enquanto outro suspeito está em prisão domiciliária. Na altura, foram descobertos no total 268 mil euros falsos - um recorde de apreensões.

Foram sentenciados mais oito dos 16 acusados, mas todos a penas suspensas, sob a condição de entrega de donativos a instituições de solidariedade social. Os restantes sete arguidos, acusados de crime de passagem de moeda falsa, acabaram absolvidos.

Como colaboradores directos no fabrico das notas foram punidos uma cunhada e um amigo do principal mentor do negócio. Os demais condenados eram tidos como cúmplices na distribuição do "dinheiro", arranjando negócios de venda.

Sem hipótese de negação dos factos, face à detenção em flagrante e à detecção da fábrica de notas, Paulo S., o principal arguido, confessou os factos. Ilibou, porém, o envolvimento da mulher no caso, alegando que ela nada sabia sobre o esquema. Diz que lhe fez crer que tinha um negócio de confecção de roupas. Aliás, nos dois locais onde foi exercida a actividade, trabalhava-se sob horário de expediente: das 9.30 às 13 horas e das 14.30 às 17.30 horas.

O negócio fatal foi acompanhado através de escutas e vigilâncias da PJ. Estava em causa uma encomenda de 150 mil euros falsos, entregues em duas tranches. A primeira seria entregue a 14 de Maio do ano passado, junto à Igreja de Santa Rita, em Ermesinde, Valongo - o exacto local onde cinco indivíduos foram detidos.

A segunda prestação, de 75 mil euros, estava guardada em Vila do Conde, na casa de um dos falsificadores, o mesmo que acabou por indicar às autoridades a localização exacta da oficina das notas.

Com o desenrolar da investigação, ficaram indiciados mais de 10 indivíduos, tantos quantos terão estado envolvidos em negócios de passagem de moeda falsa. Nas conversas telefónicas, nunca era referido explicitamente qual o material transaccionado. Eram feitas alusões a "calças", tamanho "20", "10" ou "50", "pneus" ou até "azulejos".

Também por esta razão, em vários casos, não foi possível apurar se, apesar das conversas, efectivamente foram feitos negócios, o que acabou por resultar em absolvições. "Esteve bem o colectivo de juízes, ao não acolher um cenário de tamanha gravidade defendido pelo Ministério Público", opinou, ao JN, Nelson Sousa, advogado de um dos arguidos absolvidos.

Ainda assim, para a PJ, o desmantelamento do grupo permitiu resolver entre 2000 a 3000 processos pendentes de passagem de moeda falsa, em especial relativos a notas de 20 euros. O elevado número de processos explica-se pelo facto de, por cada nota detectada, isoladamente, ser obrigatória a abertura de inquérito autónomo.

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